Database Architect/Arquitecto de Base de Dados

 É o profissional especialista de TI que produz, define, analisa, desenha, recomenda as características, funcionalidades, requisito(s) da(s) Base(s) de Dados relativamente à arquitectura do(s) sistema(s) e da arquitectura do software.

 Responsabilidades, características, especialização, formação e tarefas do Arquitecto de Base de Dados.

  • 1. Analisar e compreender de forma relevante;
    • 1.1.1. Especificações dos requisitos.
    • 1.1.2. Convenções.
    • 1.1.3. Documentação de Administração dos produtores de SGBDR’s.
  • 2. Arquitectura de Base de Dados;
    • 2.1.1. Avaliar requisitos de relevância/impacto sobre as Bases de Dados.
    • 2.1.2. Realizar o planeamento de capacidade das Bases de Dados.
    • 2.1.3. Assegurar que a arquitectura do sistema e do software abordam devidamente a persistência.
    • 2.1.4. Determinar a tecnologia de Dados adequada (i.e., relacional ou objecto)
    • 2.1.5. Avaliar e seleccionar os SGBDR’s a serem incorporados nas aplicações de software.
    • 2.1.6. Determinar onde as Bases de Dados serão disponibilizadas em sistemas de aplicações distribuídas multi-camadas (i.e., Bases de Dados Relacionais em Servidores Dedicados de Base de Dados, Base de Dados de Objectos na middle tier e Base de Dados Relacionais na camada de backend da infrastrutura).
    • 2.1.7. Avaliar e seleccionar correctamente e de modo apropriado os equipamentos de armazenamento (NAS, DAS, SAN e Robot’s de Tape para Backup).
    • 2.1.8. Produzir os modelos lógicos para as Bases de Dados.
    • 2.1.9. Determinar se o software de acesso à Base de Dados necessita modificações.
    • 2.1.10. Colaborar com outros profissionais para determinar:
      • 2.1.10.1. O impacto das alterações da Base de Dados nos outros sistemas.
      • 2.1.10.2. O custo ao nível de recursos humanos para alteração nas Base de Dados.
    • 2.1.11. Especifica as autorizações dos utilizadores:
      • 2.1.11.1. Quais os utilizadores que acedem a determinada Base de Dados.
      • 2.1.11.2. A que Dados os utilizadores acedem em determinada Base de Dados.
    • 2.1.12. O nível de acesso aos Dados (i.e., create, select, update, delete)
    • 2.1.13. Avaliar de forma adequada a plataforma que suporta as Base de Dados.
    • 2.1.14. Providenciar/Normalizar modelos de código fonte:
      • 2.1.14.1. Acesso a Base de Dados.
      • 2.1.14.2. Stored Procedures, Views, Functions, Triggers.
    • 2.1.15. Produzir os itens relacionados com a Base de Dados nas áreas do desenvolvimento/implantação e operações:
      • 2.1.15.1. Plano de Implantação.
      • 2.1.15.2. Manual de Instalação.
      • 2.1.15.3. Manual de Operações.

Perfil

Para cumprir esta função, o profissional Arquitecto de Base de Dados deverá possuir as seguintes características pessoais, conhecimentos técnicos, formação e experiência.

  • 1. Características pessoais;
    • 1.1.1. Pensamento lato e abstracto que permita:
      • 1.1.1.1. Trabalhar confortavelmente e estrategicamente num alto nível de abstracção
      • 1.1.1.2. Ter uma visão geral sem pormenores supérfluos.
      • 1.1.1.3. Ter uma visão para além dos evidentes problemas e possíveis conexões entre os mesmo que pareçam não estar relacionados.
      • 1.1.1.4. Capacidade de reconhecer questões essenciais subjacentes a situações complexas.
    • 1.1.2. Capacidade de realizar e aplicar a engenharia nas seguintes situações:
      • 1.1.2.1. Requisitos que provoquem conflitos significativos na arquitectura.
      • 1.1.2.2. Decisões que envolvam competição por persistência, especialmente as Bases de Dados.
    • 1.1.3. Capacidade de identificar requisitos arquitectónicos e suas ramificações na arquitectura das Base de Dados.
    • 1.1.4. Capacidade de captar de uma forma clara e inequívoca o contexto da aplicação e da arquitectura do sistema, em particular base de dados herdadas.
    • 1.1.5. Capacidade de estimar e projectar a actual e futura dimensão:
      • 1.1.5.1. Da Base de Dados (i.e., média e número máximo de tabelas/classes e registos/objectos).
      • 1.1.5.2. Hardware necessário (i.e., número e dimensão dos servidores de Base de Dados, Discos de Storage e Sistemas de Backup)
    • 1.1.6. Capacidade de realizar confortavelmente tarefas de arquitectura em simultâneo.
    • 1.1.7. Capacidade de tomar importantes decisões, mesmo com informação incompleta ou em conflito.
    • 1.1.8. Alta capacidade de gerir e prioritizar os múltiplos desafios em simultâneo e concorrentes, tais como: questões, ambiguidades e contradições que são normais ocorrerem durante o processo de desenho e arquitectura das Base de Dados.
    • 1.1.9. Capacidades consolidadas na análise e resolução de problemas.
    • 1.1.10. Excelentes capacidades de comunicação verbais e escritas, capacidade de explicar e documentar a arquitectura da Base de Dados a diversas audiências
    • 1.1.11. Sólidas competências de construção e motivação de equipas.
  • 2. Especialização;
    • 2.1.1. Conhecimentos aprofundados e práticos:
      • 2.1.1.1. Tarefas, técnicas e ferramentas de arquitectura de Base de Dados.
      • 2.1.1.2. Modelação lógica e física de Dados.
      • 2.1.1.3. Teoria de modelação de Base de Dados, incluí normalização de dados, replicação de dados, integridade de dados e segurança de dados.
      • 2.1.1.4. Desenvolvimento baseado em componentes, conceitos, modelos, infra-estrutura e interfaces.
      • 2.1.1.5. Tecnologias de infra-estrutura e de integração de sistemas utilizadas para implementar as arquitecturas de sistemas, conhecimento dos fabricantes e produtos disponíveis.
      • 2.1.1.6. Como desenvolver e implementar arquitecturas para aplicações distribuídas e acedida por várias plataformas heterogéneas.
      • 2.1.1.7. Conceitos de Object-oriented (OO), como Abstracção, Encapsulação, Herança e polimorfismo.
      • 2.1.1.8. Linguagens de Modulação (i.e., UML, OML, Modelação E-R, ) incluído a capacidade de produzir e interpretar os documentos e diagramas associados.
      • 2.1.1.9. Ferramentas de modelação de Base de Dados.
      • 2.1.1.10. Standards e orientações gerais de Arquitectura.
    • 2.1.2. Sólidos conhecimentos:
      • 2.1.2.1. Teóricos e práticos de ferramentas de Administração de Base de Dados.
      • 2.1.2.2. Principais padrões e mecanismos de persistência reutilizáveis.
      • 2.1.2.3. Modelos de arquitecturas de Base de Dados para aplicações específicas ou famílias de aplicações.
      • 2.1.2.4. Mecanismos de segurança das Base de Dados.
      • 2.1.2.5. Conceitos e técnicas de Engenharia.
      • 2.1.2.6. Objectos, casos de uso, processos e modelagem funcional.
      • 2.1.2.7. Arquitectura de Hardware e Software.
      • 2.1.2.8. Redes e equipamentos de rede.
      • 2.1.2.9. Conhecimentos teóricos e práticos de ferramentas de Engenharia de Software.
      • 2.1.2.10. Conhecimentos Básicos:
        • 2.1.2.10.1 Domínio da Aplicação.
        • 2.1.2.10.2 Negócio da Empresa cliente.
      • 2.1.2.11. Conhecimentos teóricos e práticos de ferramentas de testes e integração.
      • 2.1.2.12. Ferramentas de gestão de configurações, controlo de configurações.
  • 3. Formação;
    • 3.1.1. Bacharelato, licenciatura ou outro ciclo superior de estudos em Engenharia Informática, Engenharia Informática e de Sistema, Engenharia de Sistemas e Informática, Engenharia Informática e de Computadores, Engenharia Electrotécnica e de Computadores, Informática, Matemática Informática ou equivalente.
    • 3.1.2. Formação Profissional dos fabricantes de SGBDR’s (i.e., Oracle, Microsoft, IBM, MySQL, etc.)
    • 3.1.3. Prática em:
      • 3.1.3.1. Projectos, tarefas relevantes, técnicas, produtos.
      • 3.1.3.2. Ferramentas, conceitos e diagramas de modelagem de Dados.
      • 3.1.3.3. SGBDR’s.
      • 3.1.3.4. Técnicas e Conceitos de Data Warehouse
      • 3.1.3.5. Auto-formação e actualização na leitura de livros, revistas e artigos da especialidade.
  • 4. Tarefas;
    • 4.1.1. Arquitectura de persistência e Base de Dados:
      • 4.1.1.1. Seleccionar os padrões da Arquitectura.
      • 4.1.1.2. Concepção da Arquitectura lógica.
      • 4.1.1.3. Concepção da Arquitectura Física.
      • 4.1.1.4. Concepção do Mecanismo da Arquitectura.
      • 4.1.1.5. Reutilização da Arquitectura
      • 4.1.1.6. Documentação da Arquitectura.
      • 4.1.1.7. Garantia da Integridade da Arquitectura.
      • 4.1.1.8. Ambientes de Engenharia, incluí fornecedores SGBDR’s.
      • 4.1.1.9. Avaliação de SGBDR’s
      • 4.1.1.10. Selecção de SGBDR’s.
      • 4.1.1.11. Implementação;
        • 4.1.1.11.1. Planeamento da implementação.
    • 4.1.2. Operações;
    • 4.1.2.1. Documentação das Operações, incluí:
      • 4.1.2.1.1. Documentação incluindo operações: (tarefas operacionais de administração de Base de Dados, tarefas Operacionais, tarefas de instalação de Base de Dados e software associado).
    • 4.1.3. Engenharia da Qualidade;
      • 4.1.3.1. Controle de Qualidade – Avaliação de requisitos.
      • 4.1.3.2. Inspeccionar e avaliar o desenho da Base de Dados.
    • 4.1.4. Documento do design da Base de Dados.
    • 4.1.5. Componente de Software.
    • 4.1.6. Garantia de Qualidade – Auditoria do Desenvolvimento da Base de Dados.
    • 4.1.7. Técnicas, tarefas relacionadas com a Base de Dados.
    • 4.1.8. Standards, modelos, validação e verificação do documento de design da Base de Dados.

João Paulino

Proficiência Pessoal e Interpessoal ou “Soft Skills” e a sua importância para o Consultor.

 Consultoria

A proficiência pessoal e interpessoal ou “Soft Skills” são qualidades e atitudes extremamente vitais para os consultores, sejam eles consultores de Finanças, consultores de TI, consultores de Engenharia ou qualquer outro ramo. O Consultor

interage com profissionais de todos os níveis da sua empresa e de empresas clientes, desde o Segurança ou Empregada de Limpeza até ao Administrador.

 

 

 

Irei enumerar algumas dos mais importantes “Soft Skills”.

 

Atitude de Mentor, de Ensinar e Motivar: Os Consultores, são inúmeras vezes confrontados com a necessidade de discutir a sua abordagem na resolução de problemas com colaboradores do cliente. A sua habilidade e capacidade de ensinar, treinar, orientar e estimular, ajudar os seus colegas menos experientes e colaboradores do cliente a desenvolverem capacidades de assumir responsabilidades e de se desenvolverem profissionalmente.

 

Atitude Diplomata: Os Consultores necessitam demonstrar tacto e discernimento na escolha da melhor abordagem para resolver situações complicadas e sensíveis.

 

Atitude de Adaptação: Os Consultores para terem sucesso, deverão ser capaz de rapidamente se adaptarem a novos ambientes e culturas empresariais, e saber interagir com pessoas de vários níveis.

 

Atitude de Multi-Tarefa: Os Consultores devem possuir sólidas capacidades de organização, gestão e implementação das várias fases de projecto, estas qualidades são muito valorizadas pelo negócio.

 

Atitude de Escutar: Os Consultores, devem iniciar cada projecto ou relação com um cliente de mente aberta e na disposição de escutar e entender o seu cliente.

 

Atitude de Comunicar: Os Consultores deverão ser capazes de expressar e explicar de forma clara a suas recomendações, soluções ou observações para quadros médios, quadros superiores do seu cliente. Fazer perguntas ao cliente evita lacunas de comunicação.

 

João Paulino

 

Consultoria, laranjas e “Dress Code”

Consultoria, laranjas e “Dress Code”, … podem parecer díspares, mas possuem muito em comum. Ora vejamos, existem laranjas muito agradáveis à vista, lindas pois estão lavadas e polidas. Tudo leva a crer que devem ser doces e muito suculentas. Existem outras que não cativam nada, encontram-se sujas e de casca enrugada. Recorrendo ao senso comum, especialmente ao bom senso, sabemos bem que não é assim.

Nem todas as laranjas sujas e enrugadas podem ser podres e más, nem todas as laranjas lavadas e polidas podem ser suculentas e doces.

Relativamente a polido e limpo, não sendo eu adepto ferrenho do chamado “Dress Code,” quer queiramos ou não, somos julgados pela nossa aparência. No exercício da minha profissão, tenho encontrado os mais variados atavios, mas existem alguns que me deixam perplexo, por exemplo: alguém que se apresenta de fato e gravata (o chamado Informal, e que não deverá ser confundido com Casual ou Smart Casual) com sapatos desleixados, sujos, sem graxa, capas gastas e como cereja no topo do bolo as meias brancas, cor a condizer com o chantilly necessário à cereja. Outra bastante corriqueira é o nó “cego” na gravata, simplesmente deprimente, mais valia a gravata não estar lá, estas modalidades podem ser encontrada em modo combinado ou individualmente.

Existem consultores muito bem ataviados, que são bons profissionais, outros que já foram, outros nunca foram, que tentam vender uma imagem de prestígio, profissionalismo e qualidade, aqui encontramos a semelhança com as laranjas que podem ser lindas, grandes e brilhantes e depois de as abrirmos não têm sumo. No lado oposto, muitas vezes encontramos excelentes profissionais que se escondem por detrás de um estilo relaxado e nada atractivo. Como em tudo existem algumas recomendações que podem ser ou não seguidas, depende se é regra do empregador, do cliente ou uma opção pessoal.

Engraxar o calçado ou se aprende em casa ou já não se aprende, pois antigamente aprendia-se o mais tardar quando se cumpria o serviço militar obrigatório e praticamente não se encontram engraxadores. Eu tive o prazer e a oportunidade de ter aprendido com o meu Avô João Crisóstomo, que me explicou e ensinou o ritual de engraxar o calçado. Relativamente ao nó de gravata, aprendi antes de entrar para a Academia da Força Aérea, quem me ensinou foi o meu sogro, nunca mais esqueci os seus ensinamentos.

Na minha opinião devemos não tentar destoar do meu envolvente, não sobressair demais na maneira de ataviar. Devemos sim sobressair pelo profissionalismo, ética, lealdade, empreendedorismo e dedicação.

 

João Paulino