2009 é o ano da DBA BOX Agile

Este ano de 2009 é derradeiro no que respeita à transição das DBA BOXs para uma metodologia “Agile” e alinhamento com ITSM, regidas pelas recomendações do ITIL.

A atitude egocêntrica, desalinhada e reactiva que cerca de 90% das DBA BOXs que prestam apoio de administração e manutenção de base de dados em Portugal, é uma das causas, senão a maior de problemas e incidentes, que acontecem em base de dados.

É completamente errada a postura de dificultar os processos de negócio do cliente, de ser resistente a mudanças. Assiste-se a comportamento errados na demora de realizar tarefas/acções com elevado grau de maturidade com o intuito do cliente sentir na pele a necessidade e dependência que têm da DBA BOX. A ausência de análise e gestão de risco na maioria das acções realizadas, falta de planos de continuidade são exemplos da fraca qualidade na tentativa de prestar um serviço.

Ainda pior é a forma de agir em “Cartel” que algumas DBA BOXs apresentam. Não é nada raro o cliente saber que um dos seus sistemas apresenta lentidão, proceder à detecção da causa, ser informado pelos administradores de sistema que os HOSTs que suportam as base de dados se encontram com carga elevada (seja CPU ou I/O) e quando a DBA BOX é contactada, informa que não há qualquer lentidão ou carga nas bases de dados. Neste tipo de BDA BOX não existe responsabilidade, idoneidade, proficiência, enfim reina a falta de profissionalismo. Quem não sabe é como quem não vê, quantas vezes a DBA BOX não tem sequer a percepção real do seu comportamento e as consequências nos processos do cliente e do seu negócio.

Afaste os seus sistemas de base de dados deste tipo de DBA BOXs e fuja deles como o diabo foge da cruz.

A DBA BOX não é mais uma ilha isolada no IT, onde ninguém consegue aceder, para onde as comunicações são difíceis e os seus habitantes são hostis e não colaborativos.

É necessário criar pontos de comunicação e acesso à ilha da DBA BOX, alinha-la com metodologias Agile e regê-la pelas recomendações do ITIL apoiada por ITSM. É um enorme passo no sentido de fazer com que seja proficiente, responsável, proactiva, colaborativa e alinhada com o seu cliente.  É forma correcta de obter, gerir e melhorar o nível e qualidade esperada do serviço.

 

João Paulino

Governação de TI, Conceitos e Modelos – Parte I – Introdução (Continuação I)

(Continuação) …

Governação é o quadro no qual a estratégia é formalmente gerida/administrada, inclui elementos como a apresentação de relatórios, funções e responsabilidades, as políticas e normas, e a gestão de riscos ”

(Em “Estratégias de Negócios e de TI” – ITSM / OGC – O Governo do Reino Unido)

 

Nota: Sinceramente não entendo porque é que muitos autores e profissionais utilizam o termo Governança e detrimento do termo Governo… ( João Paulino )

 

Conceitos:

  • Processos e Estruturas com o objectivo de garantir que as TI’s suportem e maximizem os objetivos e estratégias da organização.
  • Permite controlar – medir, auditar – a execução e a qualidade dos serviços.
  • Viabiliza o acompanhamento de contratos internos e externos
  • Define condições para o exercício eficaz da gestão com base em conceitos consolidados de qualidade.

Vantagens:

  • Alinhar as estratégias de TI com as do negócio
  • Maior capacidade e agilidade para novos modelos de negócios ou ajustes nos modelos existentes.
  • Demonstra a relação entre aumento nos custos de TI e aumento no valor da informação.
  • Mantém os riscos do negócio sob controlo.
  • Demonstra a importância da TI na continuidade dos negócios.
  • Mede e melhora continuamente a performance de TI.

Defenições:

  • Controlos: Conjunto de políticas, procedimentos, práticas, e estruturas organizacionais desenhadas e desenvolvidas para prover uma garantia razoável de que os objectivos do negócio serão atingidos e que acontecimentos indesejáveis serão prevenidos ou detectados e corrigidos atenpadamente.
  • Objectivos de Controlo de TI: Definição de determinados objectivos e/ou resultados a serem obtidos/atingidos ao implementar procedimentos de controlo numa determinada actividade de TI.

(Continua) …

 

João Paulino

A ARte dA gUErrA, depende do guerreiro, mas…

“Conhece-te a ti próprio e ao teu adversário e em cem batalhas vencerás cem; Se te conheceres mas não conheceres o teu adversário, em cem batalhas vencerás cinquenta; Se não te conheceres nem conheceres o teu adversário, em cem batalhas não vencerás nem uma.”

 

Não podia abordar este tema sem referir a Estratégia Militar de Sun Tzu e Seis Ensinamentos Secretos de T’ai Kung.

 

Relativamente ao livro Estratégia Militar de Sun Tzu podemos consulta-lo em Português em http://suntzu-artedaguerra.blogspot.com/ e em Inglês http://www.sonshi.com/learn.html

 

No livro Os Seis Ensinamentos Secretos de T’ai Kung, podemos encontrar o que pretendíamos no Livro Arte da Guerra de Sun Tzu:

 

Os conceitos e os procedimentos de uma visão estratégica global que antecipa as modernas manifestações da manobra subversiva, incluindo os terrorismos e as guerrilhas.

 

            Relativamente à estratégia do fraco e do forte, explica o modo como o menos poderoso ou seja o fraco, apesar da sua inferioridade atormentadora pode vencer o mais poderoso. T’ai Kung analisa em pormenor variadas situações e explica individualmente quais as atitudes e acções que o fraco deverá tomar para obter superioridade.

 

T’ai Kung, viveu no século XI a.C., no período de transição da dinastia Shang para a dinastia Chou. É um personagem histórico ao qual é atribuída a autoria de “Os Seis Ensinamentos Secretos”, e pode ser considerado o pai dos estudos estratégicos e o primeiro grande General – Estratega que teve a oportunidade de colocar em prática os principais resultados das suas reflexões, afirmando-se assim como o paradigma original da sabedoria em acção. Concebeu e colaboru na concretização de planos bastante sofisticados com o objectivo de derrubar a dinastia dos Shang. Serviu os reis Wen e Wu do Estado de Chou durante cerca de vinte anos, como conselheiro em assuntos estratégicos, consultor político-militar, confidente e comandante de forças em campanha.

 

Excertos extraídos d’Os Seis Ensinamentos Secretos:

 

Rei Wen: “Podes falar-me do Tao dos velhos Sábios – onde começa e onde acaba?”

 

T’ai Kung: “Se vemos bem, mas somos lentos a agir, se o momento de agir chega e hesitamos, se sabemos que algo está errado mas pactuamos com isso – é nestas três situações que o Tao fica ausente. (…) Aquele que se distingue na guerra não desperdiça uma vantagem, quando dela se apercebe, nem será assaltado pela dúvida, no momento decisivo. Aquele que desperdiça uma vantagem ou que se atrasa no momento de agir confrontar-se-á com o desastre. Por este facto, aquele que é sábio age no momento certo e não desperdiça uma vantagem; o general hábil é decidido e não tem dúvidas.”

(…)

 

- O rei Wu perguntou a T’ai Kung: “Como deve ser um general?”

 

- T’ai Kung retorquiu: “Os generais têm cinco talentos fundamentais e dez excessos.”

 

- O rei Wu inquiriu: “Posso pedir-te que os enumeres?”

 

- T’ai Kung explicou então: “Aquilo a que nos referimos como os ‘cinco talentos’ são a coragem, a sabedoria, a benevolência, a honradez e a lealdade.

Se for corajoso, não pode ser esmagado.

Se for sábio, não pode ser arrastado para a confusão.

Se for benevolente, amará os seus homens.

Se for honrado, não será traiçoeiro.

Se for leal, não terá duas opiniões.

 

João Paulino